Prezados Senhores

Tenho 45 anos de idade, onde seguramente 40 anos dos quais, pratico a pesca esportiva, ora em rios, represas ou lagos, ora em água salgada, sempre respeitando as legislações existentes para tal, mas sobre tudo, respeitando as regras básicas que a própria natureza nos suplica para mantê-la saudável.

Desde a muito, freqüento a baixada Santista, onde venho observando, ano após ano, o declínio de espécies antes abundantes na baia Santista; sem muito esforço, podemos identificar um dos principais motivos desse declínio, porém longe de ser o único, ou seja, a pesca profissional predatória.

Como se sabe, todas as baias e estuários são lugares onde as espécies se refugiam para procriação e desova e são exatamente nesses lugares que podemos constatar, diariamente, inúmeras traineiras e barcos menores de pesca, praticando a pesca profissional predatória, com enormes redes, literalmente dizimando cardumes e cardumes de espécies que cada vez se tornam mais raras.

Porém é bom frisamos que a pesca artesanal ou esportiva, utilizando-se varas ou linhadas não chegam a interferir no processo de procriação das espécies.

Nós, pescadores esportivos, amantes da natureza, da varinha de bambu, molinete ou carretilha achamos que com um pouco de boa vontade dos órgãos pertinentes, (Ibama, policia florestal, etc.) poder-se-ia proibir a pesca profissional predatória nesses lugares, delimitando áreas mínimas dentro das baias e estuários, onde as espécies teriam uma mínima chance de reproduzirem-se em segurança e perpetuação da espécie.

No caso específico da baia de Santos, existe um posto da Polícia Florestal exatamente  na entrada do canal do porto, exatamente ao lado do Museu de Pesca de Santos, onde dali mesmo, pode-se observar toda baia e os fatos aqui expostos.

Não podermos deixar que nossos filhos ou netos, conheçam apenas pelos livros, as espécies que existiam na baia de Santos.

Atenciosamente

W.T. M.Jr.