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ISCAR SARDINHA

ISCADA DE FILETE DE LULA

 

ISCAR SARDINHA

 

ISCAR SARDINHA

 

ISCAR CARAPAU

 

ISCAR CAMARÃO

 

ISCAR PEIXE VIVO

 

ISCAR GANSO COREANO

ISCAR SARDINHA

 

 

 

FILETE DE TAINHA

Vamos falar de iscadas com vermes: minhoca do lodo, minhoca branca, minhoca coreana, grilo, ganso e casulo.

A diversidade de iscadas depende da imaginação de cada um, no entanto, algumas há que, pelos resultados positivos que proporcionam, merecem ser realçadas. Antes ainda de falar da execução das iscadas e como primeira regra, as iscas devem surgir ao peixe o mais naturalmente possível, com o aspecto que poderiam ter sem estarem presas ao anzol. Ao longo dos anos, quando os peixes se alimentam de caranguejos, vermes, moluscos, etc., memorizam o seu comportamento na água. O peso, o movimento, o formato ou o odor são características que podem fazer um peixe devorar ou repudiar um anzol iscado. Assim, quando apresentamos uma iscada ao peixe não devemos esquecer esta preocupação, de tornar o mais natural possível a nossa iscada. Nem sempre se consegue atender a esta regra de ouro, principalmente se necessitamos de executar grandes lançamentos em que as iscadas, para se aguentarem no anzol, têm de ser presas com fio de silicone. Mas sempre que pescamos perto devemos ser muito exigentes com a apresentação da isca ao peixe, principalmente quando as águas são mais claras e o peixe mais desconfiado. Nestas circunstâncias, até na pesca a grande distância devemos prender o mais discreto possível a isca ao anzol. Meia dúzia de voltas com fio de silicone são suficientes, outra técnica de prender a isca ao anzol, que embora muito cara apresenta bons resultados, é o fio solúvel (PVA), que demora cerca de 90 segundos a dissolver-se na água, deixando a isca com um aspecto mais "livre".

As iscas devem também ser frescas (as iscas congeladas, salgadas ou conservadas de qualquer outra forma, são sempre um recurso e não uma opção). Tem acontecido várias vezes, iscas em adiantado estado de putrefacção, serem mais eficientes que as iscas frescas. Talvez pelo odor mais intenso que produzem tenham, em situações excepcionais melhores resultados. Várias histórias tenho ouvido contar a pescadores que comprovam o que acabo de dizer. Por exemplo, o casulo de canudo, que na pesca nocturna deve ser bem fresco por ser uma isca fosforescente, de dia pode ser usado já com uns dias de frigorífico (quando começa a ficar mole e a ter um cheiro intenso). No entanto, por regra, utilizo sempre iscas frescas como primeira opção. Comecemos então por falar de iscadas simples que devem ser feitas com a ajuda de uma agulha de iscar. O casulo, a coreano e o ganso, permitem iscadas muito simples de executar e muito eficazes. A técnica é sempre a mesma e está aqui exemplificada com uma iscada de ganso.

VERMES ANELÍDEOS

Ao iscar o ganso com a agulha deve ter muito cuidado para este não se partir. Ao passar a isca para o anzol devemos alternar dois movimentos: empurrar o verme da agulha para o anzol e puxar o verme para a parte superior do anzol, até ultrapassar o nó de empate.

A minhoca branca, que também pode ser iscada com agulha, tem um processo de iscar muito eficaz para o robalo e que permite lançamentos mais ou menos longos sem que as minhocas se ".'partam".

Agarre a minhoca branca cerca de um centímetro abaixo da "cabeça" e aperte-a na direcção da sua extremidade. A minhoca, depois de abrir o apêndice que recolhe dentro da cabeça está pronta a iscar. O anzol fixa a minhoca na sua parte mais dura e resistente e, embora esta morra imediatamente, o facto de ficar com grande parte do corpo "liberto" permite-lhe ser muito atractiva para os peixes. Deve-se evitar este tipo de iscadas quando o peixe está a ferrar mal.

Quanto ao grilo, isca muito apreciada pelos linguados, é uma das melhores iscas quando o mar está a "escavar" a praia. É também muito eficaz de noite. Os anzóis que devemos utilizar para iscar o grilo devem ser finos e abertos, ou no caso de serem anzóis muito fortes podemos utilizar uma agulha de iscar para preparar nesta os grilos que depois são colocados no anzol. Ao iscar o grilo devemos ter o cuidado de não rebentar a bolsa que eles têm numa das extremidades, pois perdem o seu poder atractivo ao derramar o liquido que essa bolsa contêm. Assim, ao utilizarmos uma agulha de iscar mais facilmente executamos uma boa iscada.

1 °- Colocamos com cuidado numa agulha fina os grilos suficientes para a nossa iscada.

2° -  A iscada final fica com uma excelente apresentação!

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Semelhante à minhoca-da-terra na configuração, mas diferente em outros aspectos. Esta minhoca é mais fina e pequena, pouco resistente, e tem ambos os lados do corpo, desde a parte anterior à posterior, repletos de fiadas e pêlos.

Muito do agrado da maior parte dos peixes pelágicos, por conseguinte muito utilizada  pelos pescadores, é no entanto pouco durável, desagregando-se com facilidade, não sendo aconselhável o seu emprego em pesqueiros de água batida.

Isco excelente para a pesca nos estuários e, de um modo geral, bom para todas as espécies que aí nidifiquem.

Quem não possua uma garateia, que é o instrumento adequado para retirar minhocas do lodo, tem de esperar pela baixa-mar das marés grandes para, quando a camada lodosa ficar exposta, poder recolher as minhocas com mais facilidade.

A minhoca do lodo, menos utilizada pelos pescadores de mar, é uma excelente isca embora muito difícil de preparar aqui ficam alguns exemplos de iscadas muito boas.

A iscada de minhocas com agulha no mar pressupõe sempre a utilização de muitos vermes; pela sua dimensão reduzida e fragilidade. No entanto esta iscada permite lançamentos vigorosos, mantendo-se muito atraente. É muito eficaz para os sargos na praia.

António Xavier

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Verme muito conhecido que tem o seu habitat no subsolo arenoso de terrenos húmidos especialmente zonas de cultivo e jardins ricos em matéria orgânica.

Uma boa maneira de as fazer vir à superfície é regar com vinho tinto o local susceptível de as conter que é facilmente localizado pelos característicos montículos de terra à superfície.

Este tipo de minhoca é muito consistente e comprido, com uma boa resistência dentro de água, e é o indicado para a pesca de espécies de grande porte. Excelente para a pesca de remolhão e para peixes como o xarroco, a enguia, o pargo, o peixe-aranha, o ruivo e a solha.

Este tipo de minhoca tem fortes afinidades com a minhoca-da-terra, sendo a primeira mais rija e consistente, por conseguinte, mais duradoura dentro de água.

Este isco é recomendado para as pescas mais pesadas e em zonas mais oceânicas. Também, de um modo geral, todos os peixes pegam neste tipo de isco; no entanto, devido à sua espessura e comprimento, é melhor aproveitado iscando anzóis de tamanho grande.

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O casulo é, dentro do grupo dos vermes focados, considerado pela maioria dos pescadores talvez como o melhor. O casulo, além de reunir todas as boas qualidades que caracterizam um bom isco, tem ainda outra muito importante: ao longo do corpo e na parte superior, possui uma risca fosforescente que o torna visível na pesca nocturna e, por conseguinte, muito cobiçado por peixes como o linguado, a patruça, o robalo, o salmonete, o sargo e muitos outros peixes.

Pouco popular e também pouco utilizado pelos pescadores, talvez devido à sua difícil captura, é no entanto um excelente isco particularmente para espécies marisqueiras como o sargo e também para espécies que tenham hábitos alimentares nocturnos, pois também é dotado da característica da fosforescência.

A tiagem tem o corpo muito fino e alongado, formado aparentemente por pequenas esferas ligadas entre si. Pode ser capturada nas rugosidades das rochas, entre as lapas e mexilhões, ou então enterrada nas areias que ficam a descoberto nas vazas das marés grandes.

CRUSTÁCEOS

A gamba é o isco ideal para a pesca à bóia de peixes marisqueiros do tipo sargo. Por ser comercialmente muito cara, é pouco utilizada, mas compensa o seu emprego pelos exemplares que, pescando com este isco, se podem facilmente capturar.

A gamba deve primeiramente ser cozida, depois descascada e, por último, retirar-se-lhe a cabeça. Ou então iscada crua isto dependendo dos pescadores.

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Os caranguejos moles ou os de dois cascos são talvez o melhor isco para peixes como o sargo e o robalo, e ideais para pescar com o mar batido a espécies de grande porte.

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Caranguejo de dois cascos é uma das melhores iscas para o fundo, pelo facto do cheiro que este liberta pela altura da mudança da casca, sendo este fenómeno devido à hormona  que comanda o crescimento do caranguejo Retira-se as patas e a casca, aparecendo por debaixo desta uma mole, parecendo que o caranguejo fica de borracha

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Com uma tesoura abre-se o caranguejo ao meio sem o separar da extremidade Enfia-se o caranguejo na agulha sem separar as extremidades

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Ata-se com fio de meia de senhora, ou fio de silicone o mais fino possível para que o peixe não se aperceba Coloca-se o anzol no orifício da agulha

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Passa-se a isca para o anzol com cuidado de maneira a manter esta direita Está feita a iscada deixando o bico do anzol ligeiramente de fora

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Este crustáceo é, no mar alto, o suporte alimentar de muitas espécies bentónicas e, logo, o seu campo de acção como isco é muito vasto. De natureza muito consistente, pode ser utilizado em todo o tipo de pesca, nomeadamente ao fundo a espécies como o besugo, a choupa, a dourada, a enguia e muitas outras. Existe uma outra espécie de camarão, mais pequena, a camarinha, que está provado ser o melhor isco para as enguias e robalos.

O camarão deve ser apresentado cru e de preferência vivo.

MOLUSCOS BIVALVES

Excelente isco, este molusco, tanto pelo seu sabor como pelo seu cheiro e também pela sua cor, é no entanto pouco consistente, desagregando-se facilmente dentro de água.

A melhor maneira de se prepararem berbigões para isco é abri-los ao lume como se fossem para comer, separá-los das respectivas cascas e deitá-los dentro de um recipiente com uma salmoura previamente feita para esse fim. depois, é aguardar de um dia para outro que fiquem rijos e, se se quiser enriquecer mais o isco, junta-se à água que os moluscos libertam durante a cozedura um fio de azeite. Infalível para a quase totalidade dos peixes.

Se juntar um dente de alho, pimenta, limão e uns coentros então é uma maravilha, não para os peixes mas para os pescadores.

Este isco é também muito apreciado pelas espécies marisqueiras, mas não o aconselhamos, porque se pode tornar infrutífera a tentativa de fisgar um peixe, utilizando-o. Isto porque, como todos sabemos, o mexilhão é um molusco que vive agarrado às rochas do litoral, e alimentando-se filtrando as águas donde retira a sua alimentação. É dessa maneira que a espécie está sujeita a ingerir agentes poluidores e assim deteriorar a qualidade da sua carne, logo evitada pelos seus presumíveis predadores. Como alternativa, pode-se utilizar o mexilhão previamente esmagado e adicionando água e areia para se fazer um excelente engodo.

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Este molusco, ao contrário dos outros é univalve. O caracol do mar é um excelente isco para a pesca de espécies como a dourada, a faneca, o sargo etc.

À semelhança do berbigão, também o caracol-do-mar tem uma preparação especial de beneficiação no que respeita a isco. Cozem-se os caracóis, retiram-se as cascas e, de seguida, salgam-se abundantemente expondo-os ao ar livre um dia ou dois. Logo que fiquem rijos, estão prontos para a pesca.

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O longueirão ou canivete é um bom isco para a pesca de espécies do tipo linguado e outros que nidificam em zonas de fundos arenosos.

O longueirão deve ser iscado como se apresenta ao abrir das valvas.

Este molusco pode ser capturado durante a baixa-mar nos bancos de areia, deitando-se alguns grãos de sal para os buracos onde ele se esconde, e que são facilmente identificáveis, ou então com uma vareta bastante fina.

PEIXES

Podem os gostos variar e o engenho de cada pescador desportivo manifestar-se das formas mais sofisticadas, que há uma verdade que permanece imutável: a sardinha foi, é e será a isca e o engodo a que, em condições normais, nenhum peixe desdenha. Por isso mesmo vamos dedicar algum espaço a iscar e a engodar com sardinha, e referindo algumas técnicas utilizadas.

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Desde o engodo, até à sua utilização como isco, a sardinha dá para todos os peixes, aplicando-se diferentes processos consoante o pesqueiro e o fim que se pretende atingir. Desde pequenas bolas empastadas, misturadas com água ou ao belisco, pode utilizar-se este engodo durante todo o ano e em todos os locais, sempre com bons resultados.

Quando pescamos em pesqueiros fundos e agitados convém juntar sal grosso e areia para que o engodo vá para o fundo. Há também quem junte argila, especialmente quando se pesca com o barco fundeado.

Com o pesqueiro feito é conveniente ir lançando de quando em quando engodo levemente aguado.

Se os pesqueiros não são muito profundos e consoante a força do mar, convém adicionar um pouco de sal e água de forma a obter-se um engodo espesso que simultaneamente, vai ao fundo e forma uma camada de gordura à superfície.

Neste caso e se aparecem as tainhas, quando estas estão feitas ao pesqueiro, convém mante-las; por isso junta-se mais água e engoda-se quase só com o Iiquido com gosto a sardinha. lsto mantém o peixe atento e excitado, sem o alimentar. 0 aproveitamento da aguadilha ensanguentada proveniente das sardinhas em repouso só deve ser feito quando se pretende aplicar engodos fortes e compactos, não sendo de utilizar quando a sardinha é fresca e o engodo ligeiro.

0 processo do belisco consiste em migar com as mãos pequenos pedaços de sardinha que se atiram ao mar no próprio local para onde vamos pescar, quando calculamos que entre os buracos vivem alguns peixes que é necessário excitar. É vulgarmente utilizado quando se salta de pedra em pedra à procura de sargos. É um engodo quase de ocasião e não para fazer um pesqueiro.

Enfim, engodar não é só atirar com colheradas ao mar. É necessário saber como e quando se faz o engodo. E da forma como engodarmos nascerá uma boa ou má pescaria.

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Com um campo mais limitado no que respeita à sua utilização como isco, o carapau é como a sardinha um isco muito eficaz.

O carapau pode ser iscado inteiro, na pesca do polvo, ou cortado em pequenos filetes, na pesca à bóia de espécies como a tainha, o peixe-rei e até de exemplares da mesma espécie.

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Aquilo a que os pescadores normalmente chamam petinga é a sardinha, quando ainda se encontra no seu estado juvenil.

A petinga é, no ecosistema marinho, o sustentáculo alimentar para espécies como a sarda, o bacalhau, a anchova, o robalo e muitos outros.

Como isco, é sobretudo útil para a pesca de corrico, quando se pretende substituir as amostras ou negaças para se pescar espécies como as já citadas anteriormente.

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A savelha é um peixe com características muito semelhantes à sardinha, mas, por ser maior e mais robusta, torna-se melhor isco para a pesca de fundo.

Preparada como a sardinha, é um autêntico pitéu para congros, safios e outros.

Dada a crescente poluição dos rios e estuários, zonas habituais de nidificação da savelha, é agora muito difícil de se encontrar.

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Esta espécie de peixe tem, ao ser utilizada como isco, um campo de acção muito reduzido, mas é infalível para se pescarem grandes robalos ao fundo.

Corta-se o badejo em pequenos filetes junto à zona da barbatana caudal e isca-se o anzol, tendo o cuidado de apresentar ao peixe, que se pretende pescar, a parte mais branca da carne do filete.

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Do peixe-espada, são apenas úteis como isco a cabeça, o bucho e as guelras que, em adiantado estado de decomposição, servem para iscar camaroeiros, covos ou galrichos.

MOLUSCOS CEFALÓPEDES

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Devido à sua resistência à acção corrosiva e desgastante da água do mar e também ao seu sabor e cor, este molusco é um isco muito importante na pesca de grandes exemplares como os pargos, as douradas, os safios, os congros, etc.

A lula deve ser cortada em filetes maiores ou menores conforme a pesca que se pretenda fazer.

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Os pescadores queixam-se por vezes, na pesca do safio, que os iscos não resistem muito tempo dentro de água e que à menor investida do peixe se desintegram, ficando a pescar sem iscos. A solução para este problema é a substituição dos iscos convencionais por pedaços de polvo.

        

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