O NOSSO PAPEL ! FAZ PARTE...
Quando comemoramos o Dia Mundial do Meio Ambiente,
devíamos ter assumido um compromisso de respeito a todas as formas de vida em
nome do desenvolvimento sustentável.
Desde a infância aprendemos lições sobre o meio
ambiente e a preservação ambiental, mas é chegada a hora de nos preocuparmos
ativamente na busca de soluções para a humanidade.
Muitos questionam, porquê meio ambiente? Acaso
somos meros observadores e aproveitadores? Não, somos parte integrante do
universo. A natureza oferece o sustento, o homem deveria utilizar e devolver a
ela sem destruir a sua essência. Este deveria ser o ciclo natural para o
equilíbrio do ecossistema. A ecologia relaciona o homem à natureza e, não
devemos analisar apenas o meio físico, e sim, levar em consideração a
preservação dos valores humanos.
O equilíbrio ecológico é a fraternidade, a
harmonia, e a relação de causa e efeito unindo as diferentes formas de vida nos
vários reinos da natureza. A ecologia se mostra em nossos relacionamentos e no
cotidiano, em nossos pensamentos e emoções. Antes de olharmos para o
ecossistema externo é preciso observar o nosso conteúdo interior.
A vida do homem está se tornando cada vez mais
complicada e vazia, causando uma série de prejuízos a tudo que o cerca, devido
a sua ambição e desrespeito as leis ambientais. Nós influenciamos o ambiente e
ele acaba nos afetando, no âmbito social, físico e psicológico. Acuados,
estamos nos aprisionando. A crise de valores se reflete em episódios de
violência. Aos poucos, vamos nos fechando para o mundo, desperdiçando a
oportunidade de vivenciarmos os maravilhosos cenários que a natureza nos
proporciona, as lindas praias e as montanhas com seu clima especial. Protegidos
da violência acabarão “blindando” nossa mente, perdendo a capacidade de ousar
nos esportes de aventura, deixaremos de ter uma maneira inteligente,
interessante e produtiva de ser.
A humanidade esta com a energia adormecida. A
maioria das pessoas não acredita no imenso potencial que tem. Precisamos dar um
basta nos ídolos vazios, artistas sem obras, criação do mundo frívolo e da
publicidade. O conhecimento está ficando para trás, sendo as pessoas movidas
apenas pela vontade de impressionar os outros pela aparência. O resultado disto
é a irresponsabilidade, a decepção e a frustração, ocasionando a falta de
auto-estima, levando às drogas, à pedofilia e outros males. No jogo da vida o
time da solidariedade necessita vencer o da agressividade.
Quem não se preocupa em preservar a natureza é
porque tem medo de assumir o seu papel dentro dela. Por isto, tenta se
justificar explorando os animais, poluindo os rios, contaminando os alimentos,
danificando as matas, etc. A vida de cada pessoa tem conseqüências que se
prolongam por muito tempo, e todos nós somos responsáveis pelo futuro das
próximas gerações.
A crise ambiental tem mobilizado simultaneamente
diversos segmentos da sociedade em busca de um entendimento das causas
profundas e das reais dimensões do problema, assim como, de alternativas para a
redução da degradação do meio ambiente e seus impactos na qualidade de vida.
As pessoas conscientes procuram um modelo capaz de
absorver e considerar toda forma de relacionamento que possibilite o
desenvolvimento sustentável. Sendo assim, o documento Ciência & Tecnologia
para o Desenvolvimento Sustentável (Consórcio CDS/UnB – Abipti –Brasília,
2000), elaborado a pedido do Ministério do Meio Ambiente, é uma iniciativa que
visa demonstrar estas dimensões, para que melhor possamos compreende-las:
1)
Sustentabilidade social: ancorada no principio da eqüidade
na distribuição de renda e de bens, no principio da igualdade de direitos a
dignidade humana e no princípio de solidariedade dos laços sociais.
2)
Sustentabilidade ecológica: ancorada no principio da
solidariedade com o planeta e suas riquezas e com a biosfera que o envolve.
3)
Sustentabilidade econômica: avaliada a partir da
sustentabilidade social propiciada pela organização da vida material.
4)
Sustentabilidade espacial: norteada pelo alcance de uma
equanimidade nas relações inter-regionais e na distribuição populacional entre
o rural/urbano e o urbano.
5)
Sustentabilidade político-institucional: que representa um
pré-requisito para a continuidade de qualquer curso de ação em longo prazo.
6)
Sustentabilidade cultural: modulada pelo respeito à afirmação
do local, do regional e do nacional, no contexto da padronização imposta pela
globalização.
A partir do momento, que o ser humano se conscientizar da
importância de suas atitudes em prol do equilíbrio da natureza, estaremos
construindo um mundo melhor, em perfeita sinergia com o planeta.
Ulysses Ribeiro Santos
Clube de Pesca Cananéia
pescacan@virtualway.com.br