ROBALO DO LAGAMAR

 

As coisas não acontecem por acaso...; Este e outros assuntos correlatos, já vem sendo discutidos há muito por boa parcela da população local e da sociedade, que atônita assiste a toda sorte de crimes seja contra o patrimônio seja contra o cidadão, sem que as autoridades constituídas se dignem a reverter este bárbaro processo.

No próximo 25 de janeiro, discutiremos o quão abandonado e relegado a “terceiros planos“ esta o Complexo do Lagamar, exceto pela participação de algumas poucas autoridades locais que continuam prestigiando e acreditando na sustentabilidade do turismo como alternativa de sobrevivência e desenvolvimento, por autoridades da Policia Ambiental, que padecem pela ausência de condições básicas de patrulhamento e fiscalização e sem duvida com a participação popular e da imprensa, que muito abrilhantarão nosso evento.

Já não é sem tempo que se impõe como necessário à participação da sociedade junto à administração pública, não apenas para denunciar ou protestar, mas também para ajudar e fiscalizar. Portanto por que não se constituir um Conselho de Desenvolvimento Turístico em cada município da região, composto por representantes de associações, Ong’s, entidades de turismo e ambientais, etc. orientando as ações das Prefeituras locais.

A palavra está com os Prefeitos?

Devemos esperar que eles ajam por nos? Ate quando?

Antes que o ser humano se descobrisse como “Homo Sapiens”, percebeu também que se quisesse sobreviver e mais, ser bem sucedido, era imprescindível buscar ajuda na sinergia do próprio grupo, para assim poder satisfazer os seus principais intentos, através do coletivo, ou seja, só foi possível para o homem chegar aonde chegou, através desta “arte” milenar.

Foi preciso que alguém gritasse por socorro para que outras se dispusessem a protestar também. As denuncias que recebi, seja pela quantidade seja pelo teor, são capazes de embrulhar o estômago de qualquer ser humano decente.

Poucos se aperceberam que o contexto globalizado para enquadramento e ajuste do Turismo Sustentável no Vale do Ribeira esta pronto. Basta apenas executa-lo ordenadamente com dignidade e serenidade. É de extrema importância, porem, que sejamos capazes de eleger a renuncia pessoal como virtude, banindo incondicionalmente vaidades e interesses pessoais.

E é aí que residiu nossa “proposta símbolo” de Adoção do Robalo, que alem de buscar preservá-lo pretende servir de motivação para o desenvolvimento sustentado da região, ou seja, dominar o fogo antes que ele se alastre.

 

Ulysses Ribeiro Santos

Clube de Pesca Cananéia

pescacan@pescacananeia.com.br