Estação Ecológica dos Tupiniquins

Propostas de uso sustentável para o entorno da estação ecológica estão sendo elaboradas em conjunto com ONGs, comunidades e operadores de turismo.

 Criada pelo governo federal em 1986, a Estação Ecológica dos Tupiniquins - formada por um conjunto de ilhas no litoral sul de São Paulo - é mais uma unidade de conservação que somente agora começa a sair do papel. Para tanto, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), começou a sinalizar e a tentar desenvolver um plano de manejo para as ilhas, utilizadas por turistas e comunidades tradicionais do Vale do Ribeira.                      Formada pelas ilhas de Peruíbe, Queimada Pequena e Parcel Noite Escura (em frente ao município de Peruíbe), Cambriú e Castilho (em frente à Cananéia), além da porção aquática em um raio de um quilômetro de cada ilha, a Esec Tupiniquins é de extrema importância para a conservação da biodiversidade. Em suas ilhas, aves marinhas, como atobás, fragatas e espécies raras como os trinta-réis fazem seus ninhos. É ainda área de alimentação e abrigo para toda uma fauna marinha, como a tartaruga verde e leões marinhos. Em seu entorno, residem peixes como o mero, robalos, e outras espécies ameaçadas de extinção. No entanto, as ilhas possuem um uso intenso, tanto de operadores de turismo, para pescar ou acampar, como das comunidades tradicionais.                                                                                                                                  Realizado em parceira com a organização não-governamental Gaia Ambiental e com recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), o projeto visa redimensionar as atividades, tendo os usuários como parceiros no processo.  “Na estação ecológica, é possível o turismo contemplativo”.

A partir daí passamos analisar a mediocridade que nos apresentam!

 O IBAMA, Instituto administrado aqui no Vale por “caçadores de araras” mal consegue cumprir seus compromissos sejam financeiros ou éticos, que administra e coordena o defeso de inúmeras espécies de peixes de maneira equivocada, precisa ser levado a serio. É extremamente necessário seu enquadramento dentro de parâmetros que realmente interessem a comunidade e a região em um grande contexto. Precisamos de gente seria, conhecedora deste espaço, que é atípico e principalmente de pessoas que não tenham medo de perguntar o que não sabem e claro não temam em alterar e aprimorar as determinações que quase sempre errôneas barram e atrapalham os que eventualmente poderiam fazer algo em pró do meio ambiente.

 Antes de “qualquer coisa”, é extremamente importante formar e educar a população residente, que quase sempre é a primeira a dar inicio ao processo destrutivo, demonstrando a necessidade de manter e preservar em perfeitas condições o espaço que residem, exploram e convivem no seu dia-a dia. A partir daí, estas pessoas passarão estes conceitos e necessidades aos turistas que de forma mais ágil, e sob fiscalização e patrulhamento, deverão também contribuir na manutenção do meio ambiente.O processo de formação e educação, em ambos os casos, deve ser decrescente, ou seja, das ONGS, e Institutos, para as comunidades e demais. Deve-se agregar a essas organizações, outras entidades e grupos locais com monitores, empresários e ate mesmo com a participação ativa de empresas ligadas ao segmento turístico.-Cada qual tem cuidar do seu “cantinho”.

E´ muito importante que a comunidade saiba o que esta acontecendo; Os porquês de desenvolver determinados trabalhos, e de deixar de fazer determinadas atividades, enfim... Tão importante quanto mostrar o ‘belo” ao turista, justificada a necessidade preservacionista. A participação de empresas e empresários, de associações comerciais e outras associações é fundamental, alias no meu modesto entender, basta isso para obtenção do êxito ao desenvolvimento do trabalho.

Ulysses Ribeiro Santos

Clube de Pesca Cananéia