Proposta de Plano de Trabalho
ADOTE UM
ROBALO DO LAGAMAR
Plano
Diretor & Coordenação
Tendo
a prudência como boa conselheira, faz-se necessário estabelecer um Plano
Diretor que atenda os objetivo básicos propostos, executada através de
impecável Trabalho de Coordenação, para que não se mascarem as reais
virtudes ou deficiências do planejamento estratégico original.
Formação
e Organização do Grupo
Como
pressupomos a participação dos mais variados atores neste processo, tais como;
Meios de Comunicação, Prefeituras, Entidades Ambientais, Entidades do Turismo,
Ong’s, Associações Comerciais e outros, necessitaremos definir com muita
precisão os objetivos básicos a serem atingidos de modo a contornar
satisfatoriamente interferências e conflitos.
Recomenda-se
aos participantes como atitude inicial, estabelecer e consensar, uma Carta de
Objetivos e um Código de Conduta, pois alem de propiciar a
identificação de elementos ou entidades não alinhadas com esses propósitos,
estas servirão para nortear a evolução dos trabalhos com objetividade e
evitar qualquer desvirtuamento das propostas previamente definidas.
Antes
que o ser humano se descobrisse como “Homo Sapiens”, percebeu também que se
quisesse sobreviver e mais, ser bem sucedido, era imprescindível buscar ajuda
na sinergia do próprio grupo, para assim poder satisfazer os seus principais
intentos, através do coletivo, ou seja, só foi possível para o homem chegar
aonde chegou, através desta “arte” milenar.
“Se
realmente quisermos alcançar com eficácia o nosso objetivo maior, todos os
elementos componentes deste grupo deverão ser capazes de eleger a renuncia
pessoal como virtude, banindo incondicionalmente as suas vaidades e interesses
pessoais”.
CAMPANHA DE CONSCIENTIZAÇÃO PELA PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
(Bacias
Lagunares de Iguape-Cananéia-Paranaguá)
ADOTE UM ROBALO DO LAGAMAR
Antes
da chegada do asfalto à região, de população extremamente pobre, esta se
tornou muito conhecida e procurada pelos amantes da natureza e da pesca
esportiva, aonde robalos, garoupas e pescadas, outrora, eram encontrados em
grandes quantidades e em tamanhos avantajados, época em que ainda não se
conhecia aqui a poluição.
E
com o passar do tempo, a omissão das autoridades constituídas e mais
recentemente em desastrada intervenção do IBAMA, a pretexto de defender a
manutenção da “cultura caiçara”, em conluio com alguns parlamentares
matreiros da região, que só sabem valorizar Iluminação Pública em
detrimento a obras de infra-estrutura e de Saneamento Básico, e ávidos
em satisfazer às suas conveniências, liberou os “caiçaras” (toda a população
local) na atividade puramente extrativista e predatória de pesca através de
cercos, redes de malha grossa, média e fina, tanto nos canais como nas
embocaduras dos rios e em toda a extensão dos mesmos, alem de áreas ditas de
“proteção ambiental” e pasmem até no período de defeso, sem nenhum critério
ou controle.
Desgraçadamente
o resultado da estiolagem da natureza não poderia ser pior, pois o fruto do
assalto autorizado, pela entidade pseudo-responsável de proteção ao meio
ambiente, ao invés de servir ao “propósito fim” de preservar a cultura do
miserável e outrora feliz povo caiçara, serve agora para alimentar os chacais
dos atravessadores de plantão, que fomentam o furto e a devassa da natureza
indefesa local, seduzindo o tal do “caiçara” por qualquer dinheiro ou
garrafa de cachaça.
Tão
certos e seguros que estão nas suas atividades “regulares”, que os
“atuais caiçaras” intimidam, ameaçam e afugentam os verdadeiros turistas,
caso estes reclamem ou os repreendam pelos seus atos predatórios. E como provar
estas agressões? Fotografando? E para que... se a “lei” os acoberta?
Consumado
o hediondo fato, dentre outros, este ato ajudou a contribuir para que a migração
cada vez maior e contínua de uma população fixa, “sem poder de consumo” e
a flutuante, pejorativamente conhecida como “duristas”, não tenham a força
motriz para gerar qualquer riqueza, razão pela qual não se obtém e não se
obterá êxito na criação de recursos sustentados para a região.
Percebemos que, dentro de tais circunstâncias, torna-se risível e ingênuo, trabalhar pontualmente, ou seja, muito esforço para pouco resultado, eis a questão.
Acreditamos que será obtida a eficácia no resultado e na melhor relação custo/benefício, ao buscarmos doutrinar e conscientizar a todos para mudar a cultura do extrativismo pela cultura do Turismo.
Não devemos,portanto apenas trilhar o caminho das denuncias ou continuar defendendo este ou aquele espécime, seja animal, vegetal ou patrimônio natural específico, está aí como prova a questão do Valo Grande até hoje sem solução.
Portanto para
reverter a atual situação,
Imaginamos
disparar como elemento catalisador, o tema ADOTE UM ROBALO DO LAGAMAR, espécime
símbolo, conhecido e admirado no cotidiano popular, que servirá para orientar
e motivar a população da região e do país, como também servirá para
pressionar e sensibilizar o poder público e entidades responsáveis afora
estimular o diálogo com algumas ONG’s bem intencionadas, mas por vezes
defasadas da realidade presente.
Cumpre-nos
como brasileiros e homens de boa fé agir urgentemente, enquanto é tempo, pois,
o Ecossistema uma vez deteriorado em “metástase”, nada mais restará para
fazer senão apenas remediar e mais uma vez lamentar, que país é este?
VISÃO EMPRESARIAL
Constatação dos últimos vinte anos:
ð
Área
remanescente da Mata Atlântica, um dos maiores e mais belos recantos da
natureza, no mundo;
ð
Patrimônio
natural Brasileiro e do planeta terra;
ð
Habitat biológico
de inestimável valor, com exuberante diversidade de seres vivos e de espécimes
ameaçadas de extinção, alem de raro berçário de milhares de animais
silvestres, dentre eles jacarés, pacas, cotias, macacos, tucanos, papagaios, tié-sangue,
aves marinhas, golfinhos, camarões, caranguejos, ostras e das mais variadas espécies
vegetais, tais como, bromélias, orquídeas, palmeiras afora imensa extensão de
manguezais;
ð
Foi no
passado, um dos principais centros econômicos do país;
ð
Região
inexplorada com forte vocação turística nacional e internacional;
ð
Rota do
Mercosul e próxima de megacidades como São Paulo e Curitiba;
ð
Região
abandonada à própria sorte, com ocupação desordenada e permanentemente
espoliada;
ð
Degradação
dramática e acelerada desde 1980, com a destruição sistemática do meio
ambiente;
ð
Não se nota
percepção e preocupação efetiva da população e das autoridades responsáveis,
no imenso potencial turístico contrapondo-se aos processos de empobrecimento
contínuo, aumento da criminalidade e dilapidação do patrimônio nacional.
ð
Não existe
interesse em um plano diretor, de transformação coordenada pelos prefeitos da
região, preferem reclamar de falta de verbas dos Estados e da União.
OBJETIVOS
ð
Recuperação, Preservação
& Vigilância;
ð
Transformação das atividades
extrativistas predatórias, pela geração de recursos financeiros através da Economia
Sustentável do Turismo;
ð
Investimentos na reativação
dos estudos ambientais orientativos e do laboratório da USP, na ilha da Casca.
FORMAÇÃO
DE RECURSOS INICIAIS
ð
Criação de fundo inicial e
emergencial, através da venda de KITS especiais:
1.
Maleta de turismo, FOTOGRAFIA;
2.
Maleta de ferramentas, AUTOMOTIVA;
3.
Maleta de ferramentas, EMBARCAÇÃO;
4.
Maleta de emergência com manual, PRIMEIROS SOCORROS;
5.
MAPOTECA, dos pontos turísticos e de rios, canais e baias com seus
baixios;
6.
Taxa Ambiental
cobrada de “Potenciais Beneficiários”, tais como: Hotéis, Motéis,
Pousadas, Restaurantes, Supermercados, Postos de Serviço, Farmácias, Lojas e
outros, gerido pelo IBAMA.
ð
Debate e desenvolvimento de um
Planejamento Estratégico;
ð
Apresentação e solicitação
de apoio do Ministério de Esportes & Turismo;
ð
Estabelecimento de fundo
permanente (governamental e privado) para a proteção e desenvolvimento
sustentado da região, gerido pelas prefeituras;
ð
Cadastramento e monitoramento do
“status” das regiões alvo afetadas (Irregularidades na caça, pesca,
desmatamento, ocupação de terras, extrativismo, poluição e/ou assoreamento
de rios, bacias e canais);
ð
Elaboração da Cartilha de
Desenvolvimento Turístico Ambiental, para a região;
ð
Revisão do programa de Preservação
do Caiçara (descontrolado);
ð
Revisão do programa de Defeso
do Robalo (data equivocada);
ð
Revisão da Lei de Tamanho Mínimo
por espécime de Robalo;
ð
Criação de Lei de Defeso de
Matrizes de Robalo;
ð
Criação de Licenças Pesque e
Solte, para usufruto em “áreas protegidas”;
ð
Logística de comunicação com
as Prefeituras;
ð
Logística de comunicação com
a população local;
ð
Logística de comunicação com
os turistas;
ð
Desenvolvimento de rede de
monitores voluntários “VIGILANTES SOS”;
ð
Curso de treinamento e seleção
para os “VIGILANTES SOS”.
ð
Conscientização e mobilização
popular permanente na cobrança de providências imediatas e efetivas das
autoridades responsáveis constituídas;